| Quando Michael Jackson, o rei da música pop e um dos maiores ícones de todos os tempos, faleceu em 2009, milhares de fãs correram aos cinemas para se despedir de seu ídolo, e prestigiar o documentário “This Is It”, as filmagens dos bastidores do que seria sua última grande turnê por Londres. Levado cedo demais,Jackson tinha apenas 50 anos de idade quando por uma overdose de medicamentos para as constantes dores físicas, pereceu. |
Chega a hora de reverenciar o ídolo mais uma vez remexendo no passado, e apelando à nostalgia. Dirigido pelo cultuado Spike Lee (em seu segundo filme exibido no Festival do Rio, após o inflamatório filme sobre religião, “Verão em Red Hook”), “Bad 25” teve sua passagem pelos festivais de cinema de Veneza (onde ganhou dois prêmios, incluindo melhor filme biográfico) e Toronto. Três anos depois de sua morte,Michael Jackson vira assunto de mais um energético documentário.
“Bad 25” é a homenagem aos 25 anos do lançamento do álbum Bad (1987). O ponto de partida para o documentário, e fato interessante, é decidir focar no disco que seguiu o megalomaníaco Thriller. Após o sucesso de Off The Wall, seu primeiro disco adulto, de 1979, Michael Jackson tomou o mundo com Thriller (1982), o disco mais vendido de todos os tempos, o que alcançou para o músico o posto de maior estrela pop do mundo. A escolha óbvia portanto seria fazer um documentário que enaltecesse o maior feito de Jackson (apontado exaustivamente após sua morte), porém Lee escolhe justamente o inusitado, e fala sobre o maior desafio do monstro sagrado, conseguir se superar. Todos os fatos envolvendo a produção de Bad, assim como a vida de Jackson no período (e vislumbres do antes e depois) são documentados aqui pelo diretor. O prestígio de Lee, do outro lado da câmera, garante depoimentos sinceros de gente como o veterano Martin Scorsese, diretor do clipe de Bad.
Jackson era além de tudo um visionário, e um cineasta a seu próprio jeito. Seus vídeos eram mais do que apenas representações de suas músicas, eram curtas confeccionados (sempre por ele) com qualidade, que contavam com gente de talento, e o que havia de melhor em matéria de tecnologia. Vale lembrar que Thriller, por exemplo, foi dirigido por John Landis, que havia feito “Um Lobisomem Americano em Londres” pouco tempo antes (o que sem dúvidas chamou a atenção de Jackson, fã de filmes de horror), e contava com a narração de Vincent Price, um dos maiores nomes do gênero. Não existe um só videoclipe de Jackson abaixo da média, para o melhor somente o melhor. Isso fica evidente em seus últimos trabalhos. O mais interessante de “Bad 25” é ver revivida uma época específica, formadora de diversos adultos na atualidade. Essa é a era mais anos 80 de toda a carreira de Jackson, e com ele tudo referente a tal década é trazido à tona.
Ou quando aborda de forma jocosa sua rivalidade com Prince, outro grande nome da época. Como dito no documentário sobre Woody Allen, também exibido no Festival do Rio, mesmo os fãs mais ávidos do ídolo explorado no filme podem não fazer ideia de todos os fatos apresentados, e aqui temos por exemplo, o ator panamenho Rubén Blades usado como tradutor da versão em espanhol do disco, e a veterana Sheryl Crow, na época backing vocal na turnê de Jackson. Apesar de em momentos soar manipulativo (como o choro pela morte do ídolo em coro), “Bad 25” é o suficiente para não descolarmos os olhos da tela durante seus 123 minutos.
Via: CinePop.com.br



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